Nota de Falecimento
- Detalhes
- Criado: Domingo, 08 Abril 2012 16:18
- Última Atualização: Quinta, 21 Abril 2016 14:09
- Publicado: Domingo, 08 Abril 2012 16:18
- Acessos: 4170

Missa de Sétimo Dia será dia 14 Abr às 11h no Oratório do Soldado - SMU
Aos amigos e camaradas do Cel Cav/72 Boson Os integrantes da TuMMM/72 - Fortaleza convidam a todos seus amigos e camaradas para a missa em intenção da alma de nosso querido e inesquecível companheiro de turma Boson, amanhã, dia 13 Abr, às 17h, na Capela Militar do HGF. Tu MMM 72 - Fortaleza
Saudades do Boson
Foi-se o Boson. Com o seu nome de príncipe, as pernas mais arqueadas do Esquadrão e a alegria juvenil que o privilegiou até a maturidade da existência terrena.
Dele, guardo indelével na memória a convivência fraterna do limiar entre os nossos idos finais da adolescência e o ingresso na vida adulta, mais particularmente na senda da Cavalaria acadêmica. Depois, pouco nos encontramos, não surgindo a oportunidade de servirmos, nem sequer próximos, ou compartilharmos a realização de cursos no decorrer da carreira.





O sol brilhava em Brasília e o dia prometia que a reunião da MMM/DF transcorreria nas CNTP ideais, para lembrar os companheiros que se reunem no CMPV. Ao chegar a varanda do restaurante do Clube do Exército encontrei o Ribas, Nestor, Ribeiro Souto, Baciuk e, sem nemhuma modéstia, completamos a FT. O Nestor realizava intensa propaganda sobre a reunião dos CCC, evento tradicional na guarnição de Brasília, que congrega cavalarianos e afins. O Ribas argumentava sobre as comemorações da revolução democrática de 1964, estabelecendo parâmetros sobre os feitos dos governos militares e o atual cenário nacional. O Ribeiro Souto escutava tudo e , como engenheiro militar, tirava as conclusões técnicas de toda aquela conversa. O Baciuk, pensativo, devia estar traduzindo todos os comentários para a língua russa.
Como todos os meninos da escola na minha época, eu não podia cantar o Hino Nacional ou prestar um juramento à bandeira sem sentir que estava participando de uma pantomima. A gente ria às escondidas, fazia piadas, compunha paródias escabrosas. Os símbolos do patriotismo, para nós, eram o suprassumo da babaquice, só igualado, de longe, pelos ritos da Igreja Católica, também abundantemente ridicularizados e parodiados entre a molecada, não raro com a cumplicidade dos pais. Os professores nos repreendiam em público, mas, em segredo, participavam da gozação geral.